A trajetória de quem vos fala


Na minha formação apareceram oportunidades divergentes de modos de vida. Não se sabe qual destes modos é o melhor caminho a se seguir, os costumes formaram o meu ethos, e eu conscientemente (ou inconscientemente), tornei-me o que sou hoje.

O caminho para minha suposta felicidade sempre foi trilhado por tentativas de buscar as virtudes, sempre tentei seguir a lógica Aristotélica que defende o bom-caráter como o resultado de ações racionais. Não tenho certeza qual a origem dessas minhas virtudes praticadas. Não sei se são cristãs, iluministas, renascentistas... Não sei sequer se sempre são virtudes.

Nas trajetórias vividas por mim, nunca precisei agir de atos maquiavélicos, não no campo pessoal e afetivo. Porém no campo político, as experiências maquiavélicas me colocaram com alguns fortes e importantes cargos de representante de turma ou de capitão do meu time de futebol.

Apesar de minha vida política ter sido bem sucedida nos gramados, uma lesão na panturrilha esquerda me afastou da vida futebolística e me levou para outros campos do conhecimento. Fui me aventurar no teatro e nos palcos de meu colégio. Assim como Sócrates, eu nada sabia sobre o que devia fazer num palco de teatro, contudo, através dos estudos teatrais, consegui adquirir virtudes socráticas (o conhecimento).

Meus caminhos teatrais foram longos e cheios de momentos alegres, consegui alguns prêmios por atuação em peças, fiz figuração em curtas-metragens e até apareci na televisão. Porém minha carreira dramaturga se deu fim quando eu decidi focar minha vida para o vestibular.

Quando eu perdi no vestibular pela primeira vez, senti-me como Édipo, amaldiçoado pelos Deuses e humilhado pelo destino. Porém, diferente de Édipo, o destino me pregou uma peça boa, o ano em que fiquei fora da faculdade foi um dos melhores anos da minha vida. Eu tive uma pequena decepção para poder conhecer outras tantas alegrias.

No início deste ano, passei no vestibular e entrei na UNIVASF. Minha trajetória ainda tem outros caminhos para seguir, sinto que terei novos hábitos e convicções nos caminhos para me tornar um Psicólogo. Acredito que todas as minhas escolhas foram proveitosas para formar o que sou e por isso, acho que é uma vida que merece entrar na teoria do eterno retorno de Nietzche, pois é uma vida que, a meu ver, vale a pena ser repetida.

PS: texto feito para a disiplina de bases filosóficas da psicologia, entregue ao professor Alexandre reis afim de obtenção de nota

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