Grande coisa

                                  
Saturno é o segundo maior planeta do sistema solar, possui 60.268 quilômetros de raio e é conhecido por ter os chamativos anéis que ficam pairando em sua volta. Um ano em Saturno equivale a 30 anos terrestres, este fato ocorre porque o planeta orbita o sol bem mais distante do que o nosso conhecido pálido ponto azul. Para se dar a volta completa ao redor do sol, Saturno leva quase 11 mil dias.

Segundo as tradições Romanas, Saturno é representado por um Deus forte que destrona o seu pai com uma foice e assim cria seu próprio reino até ser também destituído por seus filhos, fato este que constitui seu karma e maldição. Sempre vinculada a um figura imponente e transgressora, a fama deste planeta esteve marcada nas civilizações ocidentais e ainda paira nos mitos astrológicos da modernidade.

O que é pouco evidenciado sobre Saturno é sua metáfora entre a densidade e grandeza. Tendo uma densidade de média menor que a da água (0,69 g/cm³ em relação a 1g/cm³) o planeta - se colocado numa piscina imensa - poderia boiar sem maiores problemas. Embora seja imenso e chamativo, Saturno não tem densidade sequer superior a densidade de um prego.

Não é o tamanho nem a massa do objeto que o tornam grande coisa, na verdade nem a sua densidade faz isso. Aquilo que é construído por: aparências, senso comum ou elementos específicos podem realmente enganar e deflagrar o que não é totalmente real. A "fraqueza" de Saturno pode se constituir na sua baixa densidade e embora esse detalhe não torne o planeta menos atrativo e instigante, ressalta um fato que até então era impensável; se ocorrer um duelo entre densidades na galáxia, nosso querido planeta Cronos vai perder feio para elementos como uma melancia ou um copo de vidro.

Portanto nem tudo que é grande, de fato, é grande coisa. Em situações específicas algo pode ser esplendoroso ou até mesmo frustrante, depende muito de que lado se escolhe enxergar.


 

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